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“FOI COMO UMA BOMBA ATÔMICA”: PAI DE CRIANÇAS MORTAS EM INCÊNDIO EM SERRINHA RELATA HISTÓRICO DE MEDO E PEDIDOS DE SOCORRO.

 Por - Redação Conde FM: 


Serrinha, BA – O luto de um pai a mais de 3 mil quilômetros de distância transformou-se em um grito de indignação. Joselito de Almeida Borges, pai das quatro crianças atingidas por um incêndio em Serrinha, no interior da Bahia, quebrou o silêncio em entrevista à TV Aratu. De sua residência atual, no Rio Grande do Sul, ele revelou que a tragédia que vitimou três de seus filhos foi o ápice de uma série de tentativas frustradas de protegê-los. 


Ocultação e Negligência Trabalhando longe para sustentar a família, Joselito afirma que vivia em uma constante batalha de informações com a ex-companheira, Cristina. Segundo ele, a mãe das crianças escondia o endereço exato da residência e dificultava o contato direto. "Tentei pegar a guarda e não consegui. Ela mentia para mim", desabafou o pai, que tinha viagem marcada para a Bahia em junho. 


O incêndio, ocorrido no bairro Ginásio, ceifou as vidas de Jeremias (6 anos)Samuel (4 anos) e Ismael. Apenas Juliana, de 7 anos, conseguiu escapar das chamas. No momento em que a casa ardia, as investigações apontam que Cristina estava em uma festa. 


Relatos de Abuso e Medo O depoimento de Joselito traz à tona detalhes perturbadores que precederam o incêndio. Em uma de suas últimas conversas com a sobrevivente Juliana, o pai ouviu confidências que agora pesam como chumbo. A menina relatou que os irmãos ficavam frequentemente sozinhos e que sofriam ameaças de agressão caso atendessem o celular. 


"Mamãe falou que, se alguém ligasse, não era para atender, senão ela iria me bater", dizia um áudio enviado pela criança. 


Mais grave ainda é o relato de uma possível presença de terceiros na casa. Juliana teria confidenciado ao pai que a mãe levava um homem à residência e que este apresentava comportamentos inapropriados, chegando a "alisá-la". 


Justiça Cristina foi presa e passou por audiência de custódia na última segunda-feira (4). Para Joselito, o que restou foi o impacto de uma vida interrompida pela distância e pela negligência. "Não consegui chegar a tempo. Só ficaram as lembranças", concluiu o pai, devastado. 

A polícia segue investigando as causas do incêndio e os novos desdobramentos trazidos pelo depoimento do pai. 

 

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