Por - Redação Conde FM:
SALVADOR
– A Bienal do Livro 2026, realizada na capital baiana, consolida-se como um palco estratégico para a produção intelectual de São Francisco do Conde (SFC). Com obras que atravessam a história, a psicologia e a educação antirracista, um grupo de autores sanfranciscanos elevou o nome do município, transformando a participação local em um dos pontos altos do evento.
Educação Antirracista em Pauta
A professora Bia Barreto teve uma agenda intensa, participando de mesas redondas cruciais como “Afroletramento na prática” e “Afrobeto em movimento” . Em suas disciplinas, Barreto defendeu a educação antirracista não apenas como um conceito acadêmico, mas como o pilar fundamental para a formação de uma nova base educacional no país.
História e Resistência Local A memória de São Francisco do Conde também ganhou as páginas. A professora Ana Clara Ferreira (Pró Clarinha)
lançou uma obra necessária sobre a participação do município nas lutas pela Independência do Brasil. O livro resgata o papel decisivo de SFC nas batalhas que levaram à declaração do 2 de Julho na Bahia, preenchendo lacunas históricas sobre o protagonismo regional.
O Poder da Coletividade
Um dos momentos de maior celebração foi o lançamento da antologia “Entre Fronteiras e Saberes: o caminho que a UNILAB me contornou” . Organizada pela psicóloga Elane Santana , a obra é um mosaico de vozes que inclui nomes como o advogado Antônio Nery , a professora Luana Marinho , além de Ana Clara Ferreira , Bia Barreto e a professora e vereadora de Santo Amaro, Juliana Conceição.
A presença desses intelectuais reafirma São Francisco do Conde como um efervescente celeiro acadêmico e literário, provando que a cultura do Recôncavo é mais viva — e escrita — do que nunca.
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