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BRAÇO DE FERRO ENTRE RUI E WAGNER TRAVA CHAPA DE JERÔNIMO E LULA DEIXA SALVADOR SEM ACORDO SOBRE VICE.

 Por: Redação Conde FM - 



Apesar da mediação presidencial, a resistência do ministro da Casa Civil à permanência de Geraldo Júnior expõe rachadura no núcleo duro do PT baiano; Jerônimo Rodrigues mantém silêncio estratégico em meio à crise.


SALVADOR, BA — O que deveria ser uma agenda de entregas e declarações políticas terminou em um "xeque-ponto" para uma base governamental na Bahia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decolou da capital baiana no início da tarde desta quinta-feira (2), deixando para trás um cenário de incerteza que nem mesmo a prestígio do Palácio do Planalto foi capaz de dissipar: o nó na vice-governadoria de Jerônimo Rodrigues continua atado.


O impasse, que se arrasta desde a última quarta-feira (1º), tem nome e sobrenome. De um lado, o ministro da Casa Civil, Rui Costa , que encabeça a resistência à manutenção de Geraldo Júnior (MDB) na chapa de reeleição. Do outro, o senador Jaques Wagner , que atua como fiador da permanência de "Geraldinho", em uma tentativa de demonstrar força e manter a coesão com o grupo emedebista.



A Cronologia do Impasse

As articulações começaram cedo. Às 6h da manhã desta quinta, as lideranças buscaram um acordo de última hora. A expectativa era de que a fumaça branca saísse logo após a entrevista de Lula à Record, mas o anúncio não aconteceu. Nem mesmo uma rodada final de conversas à tarde sensibilizou Rui Costa, cujas situações duradas impediram o avanço das tratativas.

“A falta de consenso não é apenas sobre um nome, é sobre a hegemonia da condução política do estado”, confidenciou uma fonte ligada ao Palácio de Ondina.

 

O "Isolamento" de Geraldo Júnior

O clima de desgaste obteve evidência física. A ausência de Geraldo Júnior nos eventos oficiais de Lula em Salvador — apresentações ao anúncio de obras de peso como o VLT e a expansão do metrô — foi o fato político mais comentado nos bastidores. O vice-governador, que já não havia comparado ao aeroporto para receber o presidente na quarta-feira, viu seu isolamento ser selado pela falta de espaço na comitiva presidencial.

Enquanto o "fogo amigo" arde entre os caciques petistas, o governador Jerônimo Rodrigues optou pela discrição absoluta. Ao evitar tomar partido publicamente entre seu antecessor (Rui) e seu padrinho político (Wagner), Jerônimo tenta preservar a autoridade, embora a tensão crescente ameace a estabilidade da pré-campanha.



O Que Resta Agora?

Lula cumpriu uma agenda institucional, mas falhou na missão de mediador. Ao embarcar de volta para Brasília, o presidente deixa a base baiana em um estado de “vigília tensa”. Sem um acordo e com Rui Costa agora livre de parte das amarras da Casa Civil para mergulhar na política local, o destino da vice de Jerônimo segue sendo uma incógnita que pode redefinir as alianças para 2026.

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