Por: Redação Conde FM -
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado urgente nesta quarta-feira (2), proibindo a distribuição, distribuição e uso de lotes específicos do medicamento Mounjaro e de sua versão Kwikpen . A medida foi tomada após a confirmação de que unidades falsificadas estão circulando no mercado brasileiro.
O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, é originalmente indicado para o tratamento de diabetes tipo 2, mas ganhou notoriedade global pelo uso off-label no combate à obesidade.
Quais lotes foram?
De acordo com a resolução da agência reguladora, os itens considerados irregulares pertencem a fabricantes não identificados e apresentam os seguintes números de lote:
Monte Jaro: Lote D856831
Mounjaro Kwikpen: Lotes D880730 e D840678
A fabricante oficial e detentora do registro, Eli Lilly , foi quem disparou o alerta após detectar riscos de fraude. Segundo a farmacêutica, os produtos falsos apresentam falhas que podem colocar em risco a vida do paciente, como números de série inexistentes no sistema da empresa, embalagens com materiais divergentes do padrão e erros na leitura do código 2D.
O "Caso Tirzec"
Além das falsificações diretas do Mounjaro, a Anvisa também proibiu o Tirzec , um produto comercializado como uma "imitação" da tirzepatida. A agência constatou que o medicamento não possui qualquer registro, cadastro ou notificação legal, operando na mais completa clandestinidade.
Orientações ao Consumidor
Especialistas alertam que o uso de medicamentos falsificados é extremamente perigoso, pois não há garantia sobre a esterilidade da agulha ou a composição química da substância injetada.
“Se você possui um desses lotes em casa, interrompa o uso imediatamente e entre em contato com o SAC do fabricante oficial ou com a vigilância sanitária local”, orienta a Anvisa.
Uma recomendação para evitar acidentes é adquirir medicamentos apenas em farmácias licenciadas e desconfiar de preços baixos em sites de revenda ou redes sociais.
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