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MOBILIDADE EM XEQUE?

 Por: Redação Conde FM



Trabalhadores alegam que horários atuais da linha para Salvador causam atrasos e custos extras; empresa nega recebimento de abaixo-assinado e justifica grade pela demanda.


A rotina de quem depende do transporte intermunicipal entre São Francisco do Conde e Salvador tornou-se uma corrida contra o tempo — e, na maioria das vezes, uma corrida perdida. Usuários da linha operada pela empresa Atlântico Transportes procuraram nossa reportagem para denunciar o que chamam de "desajuste logístico" que tem prejudicado empregos e o bolso dos cidadãos.


O gargalo da manhã e o aperto da noite A principal reivindicação concentra-se no primeiro horário da manhã. Atualmente, o ônibus parte às 5h10. Os passageiros, no entanto, pedem que a saída seja antecipada para as 4h50. O motivo é geográfico: com a mudança da nova rodoviária de Salvador, o tempo de deslocamento até o centro da capital aumentou drasticamente. "Estamos chegando atrasados no trabalho todos os dias. Vinte minutos na saída fariam toda a diferença na nossa chegada", afirma um dos líderes do movimento.


No final do dia, o problema se inverte. O último carro sai da capital às 20h, horário em que muitos trabalhadores ainda estão encerrando o expediente ou em deslocamento para o terminal. O pedido é por uma tolerância de apenas 15 minutos (saída às 20h15), garantindo o retorno seguro para casa.


Finais de semana de isolamento A situação agrava-se aos sábados e domingos. Com o primeiro carro saindo às 6h e o último retornando de Salvador às 19h30, os usuários alegam que a grade é insuficiente para quem trabalha ou estuda em regime especial. O resultado? Gastos extras com transportes alternativos ou por aplicativo, pesando no orçamento familiar.


O outro lado Procurada, a Atlântico Transportes enviou nota informando que a definição dos horários é estritamente baseada na demanda de passageiros monitorada pela empresa. Sobre o abaixo-assinado mencionado pelos usuários, a concessionária afirmou, até o fechamento desta matéria, que não recebeu oficialmente qualquer documento com tais solicitações.


O impasse segue sem solução imediata, enquanto o trabalhador de São Francisco do Conde segue ajustando sua vida a um relógio que, segundo ele, não bate com a realidade das ruas.

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